sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Projeto EBC - Experimentar a Brincar com Ciência 2018-2019

Mais um ano letivo se inicia e o  projeto que nasceu há dez anos e após sete anos de execução iniciou uma nova etapa com a atual designação "EBC - Experimentar a Brincar com Ciência", pois passou a ser promovido apenas dentro do agrupamento, vai reiniciar em outubro a sua atividade. 

Resultado do trabalho colaborativo desenvolvido entre as bibliotecas escolares da ES Emídio Navarro e do 1.º ciclo, e dois professores do grupo disciplinar de Biologia e Geologia junto dos professores titulares de turma do 4.º ano, promovendo a articulação vertical entre níveis/ciclos de ensino, irá operacionalizar um conjunto de atividade experimentais dirigidas ao alunos de todas as turmas do 4. ano de escolaridade do agrupamento.


Pretende-se desenvolver um modelo pedagógico baseado na investigação e no trabalho em grupo. Dentro do espírito da investigação científica são desenvolvidas estratégias de aprendizagem construtivista, começando por questionar o aluno, em lugar de lhes dar respostas imediatas.
A pertinência de uma abordagem científica com crianças tão jovens é actualmente inquestionável. Também parece consensual a ideia da sensibilização às ciências, em que se abordam aspetos relativos a diferentes domínios, seja sempre efetuada com rigor científico, sem, no entanto, esquecer, que para além do carácter formativo e informativo, deve ser tida em conta a componente lúdica característica desta faixa etária - " é preciso primeiro gostar antes de bem fazer!".

As atividades experimentais realizadas neste projeto começam por “partir dos conhecimentos dos alunos”;  aos professores cabe o papel de estimular o seu interesse, atuando como auxiliares da compreensão. Após a realização das atividades, os princípios e os conceitos científicos adquirem outro significado, e é provável que sejam melhor compreendidos.
A metodologia utilizada no desenvolvimento das atividades experimentais promove a cooperação entre os alunos. Os alunos trabalham em grupo numa relação interdependente para realizarem uma mesma tarefa. Têm que partilhar recursos, materiais, informação e trabalhar em conjunto para que haja sucesso. Ao trabalharem em grupo, os alunos, tal como os cientistas, também aprendem a ouvir-se mutuamente e a avaliar as diferentes opiniões. A discussão em grupo e a interação irão enriquecer e contribuir para o desenvolvimento da comunidade de alunos em situação de aprendizagem.
Por isso, são colocadas questões abertas e debate-se sobre as contradições contidas nas suas opiniões por forma a promover e fomentar a pesquisa, dando tempo para exprimirem as suas ideias e ajudando na reflexão sobre elas. Assim, poderão rever os conceitos sempre que estes não se revelem adequados aos seus “mapas mentais”.
Os alunos são encorajados a exprimirem os seus pensamentos e ideias de forma a sentirem-se à vontade com os erros e com o que ainda não sabem. A compreensão que terão dos conceitos científicos desenvolver-se-á com o resultado das suas investigações. Na verdade, é também esta a forma pela qual os cientistas aprofundam/alargam os seus conhecimentos.
Geralmente as crianças não precisam de ser estimuladas no seu desejo de descobrir e aprender. O que é necessário é aplicar metodologias e procedimentos que as ajudem a encontrar sentido para aquilo que descobrem. Segundo Karl Popper “Não é a posse do conhecimento e das verdades irrefutáveis que identifica os “Homens da Ciência”, mas a procura desinteressada e incessante da verdade.”
Com a abordagem deste projeto ao Estudo do Meio, na sua vertente científica, pretende-se permitir que os alunos conheçam (i) os processos de pesquisa e de aplicação das técnicas científicas na investigação, na realização de experiências e na resolução de problemas e (ii) os conceitos e princípios fundamentais das ciências da vida, assim como as suas relações.
Na exploração de uma atividade/experiência os alunos elaboram um relatório, o qual terá a finalidade de consolidar, não só as aprendizagens adquiridas durante a atividade experimental, como também o registo dos dados experimentais.
O projeto continua a enquadrar-se na temática abaixo apresentadas com a seguinte estrutura:




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